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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Pós-graduação, concluindo módulo “Inclusão Escolar e Inovação”

Wecsley Oliveira e Professora Néclea Dantas

No segundo semestre de 2012 iniciei o curso de pós-graduação na FAMA. A cada módulo uma novidade sempre com muito aprendizado. Entretanto, o fato de não ter a formação acadêmica em Educação gerou em mim um pequeno incômodo, perceber as diferenças e similaridades entre a linguagem dos pedagogos e dos designers está sendo muito desafiador. Não só a linguagem como também a forma de planejar e perceber o mundo em volta.

Mesmo tendo aprendizado, ficava a sensação de não está assimilando como a maioria dos colegas. Então, quando eu já estava preparando o juízo para mais uma maratona de esforço em compreender o conteúdo apresentado, vem Profª. Néclea falando um idioma muito familiar, a linguagem da arte. A oficina “Entre ações e realizações, o que está em minhas mãos?” foi o ponto crucial, me fez analisar minhas práticas e também meu comportamento. Compreendi que devo fazer a minha parte independente do reconhecimento dos superiores da escola, é o meu dever enquanto educador. Avaliei também o meu envolvimento no processo da oficina, primeiro observando, sentando afastado e um tanto arisco, e depois bem concentrado e tranquilo enquanto transformava com significados e tintas um velho CD.

Aprendi que a Inclusão, por enquanto, tem sido aplicada como um mero faz de contas. Na verdade, o que é praticado é a integração do aluno. Ainda falta muito para haver a inclusão, desde a preparação dos professores à conscientização das mudanças necessárias por parte dos dirigentes das escolas. A inclusão não oferece receita pronta com os procedimentos a serem seguidos, requer mais envolvimento humano, mais sensibilidade em perceber as necessidades dos alunos e supri-las de forma a favorecer o grupo e não somente o portador da necessidade especial.

É um mundo que se abra a cada módulo e que eu estou gostando de transitar, Obrigado professora Néclea pela condução no passeio pela “Inclusão Escolar e Inovação”.










Professores do Colégio Módulo inovam criando o Clube de Robótica



Os professores de Robótica do Colégio Módulo inovam mais uma vez criando o “Clube de Robótica Módulo – CROM”. O clube será composto por alunos que foram selecionados de acordo com o interesse pela tecnologia educacional (Robótica), bem como a frequência e o desenvolvimento nas disciplinas curriculares.

O objetivo principal é formar equipes e treiná-las para a participação em eventos externos como o FLL e a OBR, partindo do estímulo à criatividade através das montagens dos protótipos, desenvolvimento de atividades coletivas, pesquisas e produção textual. Participarão do clube os alunos dos 6° ao 9° ano, eles terão um encontro quinzenal em horário inverso às aulas curriculares.

Segundo a professora Danielle, “é uma grande oportunidade para os alunos aprofundarem o conhecimento no que diz respeito às tecnologias educacionais, bem como a melhora no foco quanto à preparação para campeonatos e torneios”. Já o professor Jonathas afirma que “o trabalho com foco na lógica de programação ajudará a desenvolver o senso criativo fazendo com que os alunos tenham mais habilidade na tomada de decisões”.

O conteúdo preparado pelos professores será baseado em um tema norteador escolhido com a participação dos alunos e seguirá um método com quatro etapas, pesquisa, definição de problema, prototipação e avaliação. Durante o processo os alunos deverão efetuar registros tanto das montagens quanto das programações.

No dia 11 de junho iremos apresentar a proposta aos alunos selecionados, será a aula inaugural. No segundo semestre, em encontros quinzenais, iremos iniciar os trabalhos efetivos do CROM – Clube de Robótica Módulo.


Fiquem atentos que muitas novidades virão com o essa galerinha esperta, confiram os alunos selecionados:

Nome
Série/turma
Airton Lima Batalha FIlho
7° B
Arthur Xavier Oliveira de Andrade
6° C
Beatriz de Azevêdo Souza
8° A
Caio Felipe
6° A
Efraim Santos Rocha
6° E
Enzo Tavares de jesus trindade
6° A
Fabrício Antônio Arimateia Freitas Rosa
9° B
Geraldo de Mendonça Moreira Silva Júnior
8° C
Giovanna Sebastiani de Almeida
8° C
Glauber Quintela Barbosa
8° C
Guilherme Bernardo Oliveira
6° B
Gustavo Barbosa
8° E
Jardel Victor Ferreira Andrade
6° C
João Pedro da Graça Sá
6° A
Leandro Cavalcante
6° B
Leonardo Augusto Xavier Alves Nunes
6° A
Leonardo Machado Costa
6° B
Letícia Vitória Vieira de Carvalho
7° D
Levy de Santana e Silva
6° A
Lucas Lima Gregório
6° A
Luís Felipe Vieira de Azevedo
9° C
Maria Clara Leite dos Santos.
8° A
Matheus Santana de Oliveira
6° A
Maurício Kolming De Souza
8° C
Milena Yanne
8° A
Pablo Freitas
9° C
Paulo Henrique Silva de Araújo
8° C
Paulo Sérgio Guedes Porfírio
7° D
Rafael Souza Miranda
6° E
Rodrigo Gomes Resende
8° E
Valdir Silva Messias Júnior
9° C
Victoria Cavalcanti de Souza
8° B
Vitor Amorim Machado
9° C
Walmir Junior Dias Novaes
7° C

terça-feira, 4 de junho de 2013

Eu Vi - Prof. Udilson Soares

Fui aluno do ilustríssimo Prof. Udilson Soares quando estudava o segundo grau, atual ensino médio, no Colegio Dr. Milton Dortas. Foi apenas um ano letivo repleto de instantes inesquecíveis. A maior surpresa foi perceber que além de toda a maestria que lhe é peculiar, este homem é extremamente bem humorado. Antes da proximidade nas aulas eu o imaginava sisudo, meio ranzinza... Dentre as célebres lembranças que guardo na minha limitada cachola de aprendiz paira um dos seus comentários sobre a música brasileira: "os brasileiros estão ouvindo música com a bunda". (risos)

A música, atualmente, habita um cenário similar a uma área de garimpo. Quem souber e tiver paciência para garimpar, acabará encontrando pepitas com muitos quilates de valor cultural.

Caríssimos garimpeiros cibernéticos, compartilho a arte do Prof. Udilson Soares.


EU VI, poema de Udilson Soares Ribeiro
Música: Lupércio Damasceno
Interpretação: Rosa Mottin (voz) e Adenildo (violão)
Simão Dias-SE

segunda-feira, 20 de maio de 2013

20 de abril, Dia do(a) Pedagogo(a)


Então, caros leitores!

Estou diante de mais uma data convencionada pela nossa cultura consumista. Já afirmei, em outras ocasiões, que não deveríamos ter apenas um dia para comemorar a existência de pessoas queridas, profissionais ou outra coisa. O reconhecimento através de bons salários e condições respeitosas de trabalho são muito mais importantes do que algumas homenagens convencionadas. Mas, todavia, no entanto e pararás...

Estou prestes a completar 10 anos de trabalho com a educação tecnológica. Iniciei fazendo parte de uma equipe com 2 programadores, três pedagogas e eu, segundo grau completo. Sim, sou do tempo que Ensino Médio era chamado de segundo grau. Às vezes me sentia constrangido por estar entre pessoas “formadas”, mas sempre fui muito observador. Essa característica me possibilitou um aprendizado gigantesco. No convivo diário com Claudia Virgínia, Valéria Vasconcelos e Danielle Souza, aprendi como ter o controle de sala de aula através da conquista do aluno, e não pela imposição, com elas aprendi a ter o respeito dos meus alunos apenas respeitando-os. Aprendi também a usar a empatia durante o planejamento de aulas e eventos. Aprendi a ser o profissional que sou hoje.

Mas antes desse período, guardo na memória, e outras no meu coração, as pedagogas que de alguma forma me fizeram evoluir. Dona Aldenora, Tia Carmina, Tia Neuza (simãodiense), Irmã Rita... e a mais cheirosa de todas elas, a Tia Vilma, lá do jardim de infância. Tenho um apreço especial por essa mulher, quando retorno à Simão Dias e a reencontro é sempre motivo de muita alegria.

Parabéns a todos(as) os pedagogos(as), fica o meu desejo de respeito e valorização pelo trabalho que desempenham junto à sociedade.

Menção honrosa a Lúcio Alves, pelo QI que garantiu grande parte das mudanças profissionais em minha vida nos últimos anos.

Confraria das cobras - meados de 2006 2007

terça-feira, 30 de abril de 2013

Robótica Módulo é sucesso em curso de Pós graduação

No dia 12 de março, foi o encerramento do módulo “Gestão da Inovação e Educação” do curso de Pós-graduação “Inovações em Práticas Pedagógicas” que eu (Wecsley Oliveira) e Danielle Souza estamos fazendo.

O módulo foi ministrado pelo Professor Fábio Azevedo que ficou “encantado e entusiasmado com tudo que foi preparado pelos alunos para a aula de enceramento”. Ele dividiu a turma em pequenos grupos e solicitou resultados inovadores para problemas percebidos na sala de aula. Então, nós da Equipe de Educação Tecnológica do Colégio Módulo, decidimos explorar nossas práticas durante a conclusão do módulo.

Mostramos como acontecem as aulas de Robótica, bem como, a metodologia LegoZoom. Evidenciamos o trabalho em equipe e o método baseado na contextualização, construção, análise e continuação. Promovemos a simulação de uma aula onde voluntários da própria turma de “Inovações” puderam testar o Kit Educacional Lego, alterando a configuração do bloco de programação MOTOR para melhorar a compreensão sobre a “regra de três simples” (assunto de matemática).

Nossa equipe estava composta por Fabiane Dantas, Josephine Esan, Mônica Mendes, Viviane Vasconcelos e Wecsley Oliveira (EU-me). Foi um momento muito gratificante onde pudemos avaliar através das reações e comentários dos colegas ao descobrirem algumas das possibilidades de promover a educação e o conhecimento através da tecnologia robótica Lego. Para nós, ficou a satisfação do nosso empenho em sempre fazer o melhor a favor da educação e formação dos nossos alunos.

Obrigado Professor Fábio Azevedo, por promover tamanha inquietação em nossas mentes. Espero que isso sirva de incentivo a mudança para todos nós professores.

Danielle Souza, Fábio Azevedo e Wecsley Oliveira.










O trabalho em equipe através da exploração do kit de robótica educacional.





1.      Definição do problema
O avanço das tecnologias de Informação e comunicação é evidente, podemos constatar esse acontecimento na presença dessas tecnologias em ações corriqueiras do nosso cotidiano como fazer compras, assistir filme no cinema ou simplesmente se comunicar com outra pessoa. O excesso de informação ao qual somos expostos é tamanho que alguns conteúdos passam despercebidos. Entretanto, as crianças atuais, imersas nessa realidade tecnológica e comunicacional, são capazes de desenvolver várias atividades ao mesmo tempo. É comum vermos uma criança estudando e ao mesmo tempo ouvindo música, assistindo TV ou respondendo aos colegas nos comunicadores instantâneos. Todavia, esse comportamento acaba por desenvolver o individualismo e as falhas na comunicação interpessoal, condições contrárias ao indivíduo apto a viver em sociedade e capacitado ao ingresso no mercado de trabalho. Diante desse contexto, o uso das novas tecnologias como recurso auxiliar de aprendizado torna-se um aliado poderoso, posto o interesse nato dessa geração pelos aparatos eletrônicos. Cabe ao professor, desenvolver métodos que evidenciem o trabalho em grupo de forma contextualizada com a realidade e enfatizada pela experimentação.

2.      Definição do Público-alvo
Alunos dos 7ºs anos da rede particular de ensino, na qual a escola possua em seu currículo o projeto de robótica educacional.

3.      Recursos
·        Laboratório de informática - computador
·        Kit de robótica educacional com software para programação
·        Projetor conectado ao computador do professor (ou TV de grande porte)
·        Exercício impresso
·        Trena métrica

4.      Metodologia/estratégia
A metodologia deve ser baseada nos quatro pilares da educação aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver com os outros e aprender a ser, evidenciando qualidades pessoas pertinentes ao desenvolvimento do trabalho em equipe, tais como: cooperação, colaboração, empatia, persuasão, dentre outras.

As etapas para o desenvolvimento do projeto são contextualização, construção, análise e continuação.
Contextualização: O professor deverá fazer a mediação do conteúdo norteando entre o conteúdo teórico e o prático, relacionando-os aos conceitos tecnológicos do kit educacional de robótica.
Construção: montagem básica proposta pelo professor. Essa montagem, nas etapas seguintes, poderá ser alterada ou incrementada seja na montagem ou na programação para a solução do desafio proposto.
Análise: compreensão do projeto montado, bem como, o seu desempenho.
Continuação: compreende a fase da experimentação com a finalidade de solucionar o problema proposto pelo professor. É nessa fase que acontece a maior parte da acomodação do conhecimento.

O exercício impresso será utilizado para registrar do conteúdo da aula, servindo como feedback do desenvolvimento dos alunos.


5.      Experimentação

Proposta de aula com kit de robótica educacional

Tema da aula: Regra de três simples

Objetivo da aula
Fazer com que o aluno compreenda através da prática como aplicar a regra de três.

Método
·        Contextualizar definindo o que é regra de três (forma de descobrir o valor proporcional de uma variável a partir do valor de outras três).
·        Apresentação multimídia e vídeo sobre a importância do trabalho em equipe.
·        Orientar os alunos para a montagem do protótipo de acordo com o manual.
·        Explicar a programação do dispositivo.
·        Desenvolver o exercício.
·        Apresentação do grupo.


terça-feira, 23 de abril de 2013

A Chegada de Lampião no Inferno





Gosto muito dos ditados populares, na minha infância ouvia frequentemente minha Tia Rita (in memorian) repetir vários deles. Com o final da Oficina de Atores para o espetáculo “A Chegada de Lampião no Inferno”, me veio à mente o dito: tudo que é bom, dura pouco!


Na verdade, o que é bom tem a duração exata para se tornar inesquecível. E certamente, os momentos que vivi nos dois meses que antecederam a estreia ficarão gravados em meu juízo. As conversas, os exercícios, os ânimos exautados, a frustração do erro no palco, a generosidade dos colegas profissionais, tudo. Foi um grande aprendizado de socialização, apesar de muitas vezes eu ficar no cantinho, meio sem interagir, só observando. Mesmo assim, fiz novos amigos.


Os novos laços de amizade estabelecidos durante as aulas da oficina são revigorantes, é sempre bom conhecer gente nova, gente que te vê com outros olhos sem rotular de doido, coitado ou qualquer outra coisa. Quero manter a amizade com todos os que conheci nesses dias de descoberta e reprogramação mental.


Preciso agradecer também a todos que participaram do espetáculo, em especial às atrizes Viviane D’Arc e Luz Jaciuk, aprendi muito com vocês e me surpreendi com a generosidade e perspicácia durante a cena, naquele momento tive a certeza de estar diante e contracenando com duas grandes atrizes.

Agradeço a Jorge Lins, por essa ideia de maluco de colocar no palco mais de 120 pessoas, entre profissionais e amadores das artes cênicas, dentre os amadores estava eu, nunca participei nem de peça no colégio, morria e morro de vergonha de falar em público e ainda tive que praticar a aceitação e deixar um pouco de lado a vergonha de estar do tamanho de um “leão marinho” (como citou o personagem Lampião). A verdade é que a emoção de estar no palco, e ter o reconhecimento do público seja através dos aplausos ou dos comentários nas redes sociais é deveras gratificante. Ver os amigos elogiando e dizendo que tenho talento ou que faço bem feito tudo que me envolvo é muito, mas muito bom mesmo!... Mais uma vez, obrigado Mestre Jorge Lins, por esse momento de loucura coletiva.









sexta-feira, 19 de abril de 2013

Teatrando pela primeira vez



Sou Artesão e Designer Gráfico, ainda não consigo afirmar-me como Artista, acho pretensioso demais. É comum nessas vertentes citadas, o angustiante branco criativo, o papel branco, o bloco branco de mármore, a tela em branco...

O fato é que nesses momentos de branco, de falta inspiração ou criatividade, eu sempre deixo o que estou fazendo de lado e direciono meu foco para outra coisa. Magicamente, meu subconsciente traz à tona a solução. Às vezes, a magia é tão grande que ao invés de uma, o danado, oferece-me possibilidades de solução.

Então, resolvi buscar uma solução para organizar minha vida, fazendo algo totalmente inusitado. Quem me conhece sabe da minha dificuldade em falar em público, de me expor, ou até mesmo de interagir com várias pessoas. Foi assim que busquei uma oficina de Teatro.

No início a euforia do desconhecido, como seriam as aulas, como seriam as pessoas, tudo era estranhamente fascinante. No decorrer dos encontros o fascínio foi aumentando, assim como o meu envolvimento nos exercícios. Foram momentos marcantes, dois meses de encontros com exercícios, ensaios em muita conversa com “gente jovem reunida”.

Hoje, é o grande dia da estreia, o grupo com mais de 120 participantes conta com a direção de Jorge Lins. O espetáculo apresentado ao público sergipano é “A Chegada de Lampião no Inferno”, no teatro Tobias Barreto, aqui em Aracaju, com casa cheia.

E ainda tem os encontros e reencontros surpreendentes. Meus alunos, ex-alunos e até os pais deles, todos envolvidos nessa grande diversão, ao menos para mim está sendo uma grande diversão.

O fato é que estou “tomando gosto” pela arte cênica e estou conseguindo compreender melhor os acontecimentos em meu B612. Todo esse processo está sendo muito importante. Só tenho a agradecer aos deuses do teatro por tantas boas mudanças em minha vida. Posso afirmar que minha história agora está dividida e que a partir de hoje a minha percepção do mundo, sobre o mundo e para o mundo está modificada.

Que venha a estreia!!!!!....

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Envelhecendo em um minuto (Dublado)


Vivemos de forma inconsequente e irresponsável... 
Não percebemos as pessoas ao nosso lado...
Não percebemos o mundo à nossa volta...
Somos egoístas, frios e individualistas!
E só lembramos de abrir os olhos no final da história,
quando não há mais tempo de recomeçar...



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