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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Asas de papel - Formação Acadêmica: um sonho que está acontecendo...


Desde moleque me divirto com papel, desenhando, cortando, colando, colorindo, modelando...
Esses dias, recebi meu certificado de Especialista em Inovações em Práticas Pedagógicas do curso de Pós-Graduação Lato Sensu da Faculdade Amadeus. No artigo de conclusão apresentei um relato de experiência, abordando as oficinas de reciclagem com papel jornal. Foi então que me dei conta que a brincadeira de menino tinha virado coisa séria. Me emocionei lembrando alguns acontecimentos da minha história e percebi o quanto o trabalho manual contribuiu positivamente seja no (re)organização mental ou na geração de renda. Lembrei-me de um recorte que fazia enquanto minha idade possuía apenas um dígito, era um formato de pássaro. Instantaneamente meu juízo recordou os testes que fiz para conceber esse pássaro, o quanto eduquei meu punho de criança para ter coordenação motora suficiente para fazer os recortes com maior precisão possível e principalmente, lembrei de como eu brincava com aqueles pássaros que eu soltava no ar e caiam fazendo movimentos circulares... Logo catei uma retalho de sulfite e repeti minha brincadeira pueril... ficou igualzinho e voou do mesmo jeito de antes.
Percebi que as asas que construí educando meu punho, testando possibilidades e principalmente brincando, me apresentaram vários caminhos nessas quase 4 décadas de vida. "RELATO DE EXPERIÊNCIA: oficina de arte com jornal no desenvolvimento do trabalho em equipe" representa mais um obstáculo transposto, um voo que começou na minha infância e certamente me acompanhará por toda a vida.
Sou imensamente grato a Deus, por me conceder a dádiva de perceber no papel  tantas possibilidades e caminhos, e agradeço também, às criaturas que achavam que me castigavam quando me mandavam ficar quieto brincando com papel.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Êxito em Sala de Aula

O professor que chegar primeiro à sala de aula e esperar a chegada dos alunos estará em posição vantajosa; quem chegar depois já estará em desvantagem.

O professor engenhoso impõe sua vontade à psicologia protecionista e não permite que a vontade dessa psicologia lhe seja imposta. Portanto, sua posição diante dos alunos é importante.

Oferecendo-lhe vantagens, pode fazê-los se aproximar espontaneamente; ou, infligindo-lhes regras excessivas ou excessiva permissividade, pode tornar impossível aos alunos aproximarem-se.

Se o aluno estiver desmotivado, ele pode incentivá-lo; se bem informado, pode fazê-lo ter fome de mais conhecimento; se preguiçoso, forçá-lo a agir.

Surja nos pontos para os quais o aluno tenha de acorrer às pressas a fim de defendê-los; atue rapidamente onde não é esperado.
Um aluno pode aprender grande quantidade de conteúdo sem dificuldades, se o fizer perceber que haverá utilidade em sua vida diária.

Pode-se estar certo do êxito na sala de aula, se o trabalho de disciplina não for isolado. Pode-se garantir a disciplina, se todos os professores falarem a mesma linguagem.

Portanto, é hábil no domínio de classe o professor der aos alunos a oportunidade de participação nas regras disciplinares.
Oh, divina arte da autoridade! Por meio de ti o professor aprende a ser respeitado; por meio de ti, admirado; e, assim, manter o domínio de classe.

Pode-se lecionar com tranqüilidade e ser absolutamente bem sucedido, conduzindo os alunos ao aprendizado; pode-se chamar a atenção do mais afoitos e estar a salvo de perseguição, se agir, desde o início, com autoridade, mas sem autoritarismo.

Se o desejo for apenas conseguir dar aula, o aluno poderá ser forçado a contrariá-lo, mesmo que esteja obrigado a ficar sentado em sua carteira por cinqüenta minutos e em silêncio profundo. Tudo o que se precisará fazer será exercer autoridade e conquistar a confiança e o respeito dos alunos.

Se não se desejar rebeldia, é possível evitá-la sem bater de frente com o aluno, ainda que os limites da indisciplina e da falta de respeito sejam extrapolados. Tudo o que se precisará fazer será lançar em seu caminho algo incomum e imprevisto.

Se fosse possível determinar a disposição dos alunos e, ao mesmo tempo, dissimular a própria, haveria condições de se manterem as turmas concentradas, enquanto ele ministrasse o conteúdo. Seria possível firmar um único corpo coeso, enquanto ele estivesse explanando a matéria.

Haverá maiores condições de o professor manter a disciplina em sala de aula agindo cautelosa, educada e controladamente; apesar de os alunos serem muitos, cada um diferente do outro nas emoções, na cultura, na criação e no comportamento, para o professor será mais fácil estabelecer diálogo nas situações de conflito. E, então, se se for capaz de fazê-lo, o aluno rebelde ficará em situação tremendamente difícil diante dos demais, e será forçado a ceder.

Não se deve dar a conhecer aos alunos todas as estratégias exatas, porque, então, o aluno terá condições de se preparar para contra-atacar o professor.

Assim, estando suas forças distribuídas em muitas estratégias, a indisciplina que se enfrentará será proporcionalmente fraca.
Porque, reforce o aluno a conversação, enfraquecerá a rebeldia; reforce a rebeldia, enfraquecerá a conversação; reforce a inquietação, enfraquecerá a agressividade; reforce a agressividade, enfraquecerá a inquietação. Se concentrar esforços para todos os pontos, ficará fraco em todos eles.

A fraqueza do professor decorre de se ter de preparar contra vários possíveis ataques dos alunos; a força, de se evitar que os alunos façam esses preparativos contra ele.
Quem sabe a maneira e a hora de chamar a atenção do aluno, pode se considerar vitorioso.

Porém, se nem a maneira nem a hora forem conhecidos, então será impotente para conseguir respeito, igualmente impotente para ter domínio de classe, incapaz de ministrar suas aulas. Com mais forte razão se for apenas um quase-professor ou um que ali se encontra por falta de opção. Embora se esforce, a vitória jamais poderá ser obtida.

Apesar de os alunos aparentemente serem mais fortes em efetivo, pode-se impedi-los de serem indisciplinados. Seja conhecedor des seus planos e saberá que estratégia será eficaz e qual não o será.

Provoque-os e perderá a autoridade diante da turma. Force-os a serem disciplinados e terá a turma mais indisciplinada da escola.

Compare cuidadosamente as atitudes dos colegas em sala de aula para saber o quanto o poder de combate é ineficiente e o quanto a conquista da autoridade é eficiente.

Ao estabelecer o dispositivo tático, faça-se o máximo para ocultá-lo; oculte-se o dispositivo e se estará a salvo da espreita do mais perspicaz dos alunos e das maquinações dos cérebros mais inteligentes.

Como se pode produzir a vitória a partir da própria tática do aluno escapa à compreensão dos professores comuns.

Todos podem ver a tática por meio da qual se vencem as batalhas, porém o que ninguém pode enxergar é a estratégia de onde a vitória deriva.

Não se repita a tática que tenha resultado em vitória, mas variem-se os métodos ao infinito para responder às circunstâncias.
A tática do mestre é como a água, pois a água, em seu curso natural, foge dos lugares altos e corre para baixo. Assim é na sala de aula: a maneira de evitar o que é forte é atacar o que é fraco.

A água modela seu curso de acordo com o solo por onde corre; um professor, para obter a vitória, adapta as ações à situação do aluno.
Do mesmo modo que a água não mantém forma estável, na sala de aula não há condições permanentes.

Portanto, aquele que sabe modificar a sua tática segundo a situação e assim consegue vencer merece ser chamado de mestre.
Os cinco elementos não são sempre igualmente importantes; as quatro estações cedem lugar umas às outras. Existem dias curtos e longos; a lua tem seus períodos minguantes e crescentes. Não existem turmas iguais. Uma aula nunca será como a outra.

Extraído do livro "A Arte da Guerra para Professores", do mesmo autor.

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fonte: http://www.artigos.com/artigos/humanas/educacao/o-exito-na-sala-de-aula-1705/artigo/#.UUMbHByG0vk

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