Essa semana tive uma grata surpresa… A equipe do CREJA Marcos Freire em Simão Dias, minha terra natal, representada por Normélia Dias, me deixou muito honrado. Com o intuito de promover a leitura, organizaram na escola o “Ambiente Leiturizador”. Um espaço carinhosamente preparado para os alunos aproveitarem a boa leitura, com beleza e arte. A árvore desse espaço, dá frutos literários.
Mural com obras de autores locais.
E para minha surpresa, meu livro Apropriação, foi homenageado com a exposição no cantinho reservado aos escritores locais. Esse livro é um trabalho acadêmico, e está ao lado da obra de grandes representantes da cultura local como Vânia Batista, Edivânio Déda, Adma Murad e Carvalho Déda. Apropriação é uma compilação de poemas, poesias e ilustrações. Ainda não realizei o sonho de ver esse filhote publicado, por enquanto ele repousa na minha gaveta de sonhos, junto com outros personagens e contos que nascem da minha imaginação.
Confesso! Tenho consciência que concentro algumas habilidades
não muito comuns. Dentre elas, está a habilidade manual com a qual
transito pelo mundo das artes e artesanato. Hoje, no suposto dia do artesão,
mais uma dessas datas convencionadas pela sociedade capitalista, resolvi me
homenagear publicando um texto onde eu afirmo: sou artesão das minhas palavras e pintor do meu destino. Por mais que
eu tenha dificuldades nos passos, sei que a trajetória é de minha inteira
responsabilidade...
Feliz dia do Artesão a todos que assim como eu são
fascinados pela alquimia contida no artesanato. Que conseguem exteriorizar tudo
que veem, sentem ou desejam, transformando em beleza materiais e recursos
improváveis.
A propósito, visitem meu blog
curupiraecodesign.blogspot.com, é onde publico meu trabalho com reciclagem artesanal de
papel.
Fui aluno do ilustríssimo Prof. Udilson Soares quando estudava o segundo grau, atual ensino médio, no Colegio Dr. Milton Dortas. Foi apenas um ano letivo repleto de instantes inesquecíveis. A maior surpresa foi perceber que além de toda a maestria que lhe é peculiar, este homem é extremamente bem humorado. Antes da proximidade nas aulas eu o imaginava sisudo, meio ranzinza... Dentre as célebres lembranças que guardo na minha limitada cachola de aprendiz paira um dos seus comentários sobre a música brasileira: "os brasileiros estão ouvindo música com a bunda". (risos)
A música, atualmente, habita um cenário similar a uma área de garimpo. Quem souber e tiver paciência para garimpar, acabará encontrando pepitas com muitos quilates de valor cultural.
Caríssimos garimpeiros cibernéticos, compartilho a arte do Prof. Udilson Soares.
EU VI, poema de Udilson Soares Ribeiro Música: Lupércio Damasceno Interpretação: Rosa Mottin (voz) e Adenildo (violão) Simão Dias-SE
A poesia é a arte da linguagem humana, do gênero lírico, que expressa sentimento através do ritmo e da palavra cantada. Seus fins estéticos transformaram a forma usual da fala em recursos formais, através das rimas cadenciadas.
As poesias fazem adoração a alguém ou a algo, mas pode ser contextualizada dentro do gênero satírico também.
Existem três tipos de poesias: as existenciais, que retratam as experiências de vida, a morte, as angústias, a velhice e a solidão; as líricas, que trazem as emoções do autor; e a social, trazendo como temática principal as questões sociais e políticas.
A poesia ganhou um dia específico, sendo este criado em homenagem ao poeta brasileiro Antônio Frederico de Castro Alves (1847-1871), no dia de seu nascimento, 14 de março.
Castro Alves ficou conhecido como o “poeta dos escravos”, pois lutou grandemente pela abolição da escravidão. Além disso, era um grande defensor do sistema republicano de governo, onde o povo elege seu presidente através do voto direto e secreto.
Sua indignação quanto ao preconceito racial ficou registrada na poesia “Navio Negreiro”, chegando a fazer um protesto contra a situação em que viviam os negros. Mas seu primeiro poema que retratava a escravidão foi “A Canção do Africano”, publicado em A Primavera.
Cursou direito na faculdade do Recife e teve grande participação na vida política da Faculdade, nas sociedades estudantis, onde desde cedo recebera calorosas saudações.
Castro Alves era um jovem bonito, esbelto, de pele clara, com uma voz marcante e forte. Sua beleza o fez conquistar a admiração dos homens, mas principalmente as paixões das mulheres, que puderam ser registradas em seus versos, considerados mais tarde como os poemas líricos mais lindos do Brasil.
Esse simples poema foi utilizado na culminância de um projeto executado em 2011, e serve direitinho para o nosso tema atual "Sustentabilidade-eu curto". Estamos preparando muita movimentação online nos blogs, perfis e fan pages.
Amizade,para
uns quer dizer alegria para outros dor, existe amizades verdadeiras e amizades
falsas, falsa são várias que você nem desconfia, mas a verdadeira ela sim você
tem um amigo ou se não um irmão, é aquela que nós trás tristezas e alegrias,mas
sempre estará lá para apoiá-lo, então vá achar sua amizade verdadeira se já
acho , parabéns, viva-a, seja feliz,curta-a.
Amor
Amor,amor é uma coisa relativa, que poucos sabem o que é só
sabemos, o que sentimos na pele, ou até aquele frio na barriga quando vê seu
amor, mas não tenha pressa na hora certa
ele aparecerá e quando aparecer, não o troque, curta-o.
Liberdade
Pássaros, eis um ser que realmente é livre, bate sua asas
para onde quiser, sendo livre, mas mesmo livre,ocorrem os perigos e por isso
tem que ser cauteloso, se você é livre é feliz como um pássaro tenha cuidado,a
inveja,infelizmente existi, mas seja feliz.
Religião
Religião, existem várias, mas, não devemos julgar uma pessoa
pelo sua religião,cor,raça e sim pelo seu caráter de ser,de viver, esse sim a
gente descobre quem a pessoa realmente é, não seja preconceituoso,seja sábio,
você irá viver melhor.
Parabéns
Pablo Lyra!
"Transforme seu talento com as letras em amor, e a prática em processo constante de lapidação"
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus. Tempo de absoluta depuração. Tempo em que não se diz mais: meu amor. Porque o amor resultou inútil. E os olhos não choram. E as mãos tecem apenas o rude trabalho. E o coração está seco. Em vão mulheres batem à porta, não abrirás. Ficaste sozinho, a luz apagou-se, mas na sombra teus olhos resplandecem enormes. És todo certeza, já não sabes sofrer. E nada esperas de teus amigos. Pouco importa venha a velhice, que é a velhice? Teus ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança. As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios provam apenas que a vida prossegue e nem todos se libertaram ainda. Alguns, achando bárbaro o espetáculo prefeririam (os delicados) morrer. Chegou um tempo em que não adianta morrer. Chegou um tempo em que a vida é uma ordem. A vida apenas, sem mistificação.