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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

A GESTÃO DA EDUCAÇÃO ANTE AS EXIGÊNCIAS DE QUALIDADE E PRODUTIVIDADE DA ESCOLA PÚBLICA

Vitor Henrique Paro** 

O caráter mediador da administração manifesta-se de forma peculiar na gestão educacional, porque aí os fins a serem realizados relacionam-se à emancipação cultural de sujeitos históricos, para os quais a apreensão do saber se apresenta como elemento decisivo na construção de sua cidadania. Por esse motivo, tanto o conceito de qualidade da educação quanto o de democratização de sua gestão ganham novas configurações. O primeiro tem a ver com uma concepção de produto educacional que transcende a mera exposição de conteúdos de conhecimento, para erigir-se em resultado de uma prática social que atualiza cultural e historicamente o educando. O segundo, ultrapassando os limites da democracia política, articula-se com a noção de controle democrático do Estado pela população como condição necessária para a construção de uma verdadeira democracia social que, no âmbito da unidade escolar, assume a participação da população nas decisões, no duplo sentido de direito dos usuários e de necessidade da escola para o bom desempenho de suas funções.


PARO, Vitor Henrique. A GESTÃO DA EDUCAÇÃO ANTE AS EXIGÊNCIAS DE QUALIDADE E PRODUTIVIDADE DA ESCOLA PÚBLICA. Disponível em: https://goo.gl/v5U7VU Acessado em: 15 de julho de 2017.


Entrevista com Prof. Vitor Paro


Sugestão de leitura
PARO, Vitor Henrique. Gestão democrática da escola pública. 3. ed. São Paulo: Ática, 2012.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Como atua o trio gestor

Clique na imagem para saber como três redes de ensino se estruturaram para garantir o perfeito encaixe do trabalho de supervisores, diretores escolares e coordenadores pedagógicos

 Clique aqui para abir a página no site GESTÃO ESCOLAR

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Gestão Educacional - Unidade I

Registros fotográficos dos mapas-mentais e seminário que foram preparados durante a Unidade I da disciplina Gestão Educacional, do curso de Pedagogia, nas FISE. 

Para a composição dos mapas mentais, foi solicitado à turma que se dividissem em quatro grupos. O tema central era Gestão Democrática na Escola. Abaixo, os registros desse momento.





A realização do seminário teve o propósito de contemplar a obra "A Escola e o Conhecimento: fundamentos epistemológicos e políticos" de autoria de Cortella, que consta na ementa da disciplina como bibliografia básica. A turma foi dividida em 5(cinco) grupos e cada um ficou com a responsabilidade de estudar e apresentar um capítulo da obra. Os alunos tiveram autonomia para decidir o formato da apresentação, fato que garantiu bons e criativos resultados. Abaixo estão os cliques desse momento.











terça-feira, 29 de agosto de 2017

Educação, Ética e Cidadania

EDUCAÇÃO, ÉTICA E CIDADANIA

Comportamento social
  • Leis: princípios que regem o comportamento social.
  • Historicamente
    • religião
    • política
  • Etimologia: A palavra “ética” vem do Grego “ethos” que significa “modo de ser” ou “caráter”. Já a palavra “moral” tem origem no termo latino “morales” que significa “relativo aos costumes”

A relação entre ética e educação
  • Ética é considerada ciência na Idade Contemporânea (Compreendido entre a Revolução Francesa de 1789 e os dias atuais).
  • É relevante para a formação moral, intelectual e teológica dos seres humanos.
  • Promove a compreensão do ser inserido na sociedade, ciente das sua responsabilidade enquanto cidadão.
  • Abrange perspectiva coletiva, pois é vivenciada em contextos político, social, econômico e educacional
  • Orienta a prática da cidadania pois desenvolve a capacidade de relacionar conhecimentos e habilidades.

Educação e ética na sociedade globalizada: enfatiza o pensamento multicultural, advindo da apropriação crítica de conhecimentos, numa relação funcional com as novas tecnologias.


O Educador e a ética: ultrapasse a dimensão moral na direção da postura ética, transformando e refletindo a esperança de uma sociedade solidária e justa.



Recomendação de leitura

PEREIRA, Eliana Alves; SILVA, Elói Lopes da. Educação, Ética e Cidadania: a contribuição da atual instituição escolar. Disponível em: https://goo.gl/emnFGS acessado em: 30/07/2017

Educação, Ética e Cidadania: a contribuição da atual instituição escolar

Eliana Alves Pereira, Elói Lopes da Silva

Resumo

            O presente texto apresenta uma reflexão sobre a contribuição da instituição educacional na formação integral (moral e intelectual) de um indivíduo na sociedade e a problematização da questão da ética na educação, identificando dessa forma se a instituição educacional tem tido êxito no seu desempenho para com a sociedade no que se refere à formação de um cidadão ético. Para isso, faz-se necessária em princípio uma análise conceitual sobre a relação entre ética e educação, a fim de verificar se as práticas pedagógicas adotadas para o ensino nas escolas têm sido pautadas nos princípios da cidadania, para que, dessa forma, o objetivo da educação, que é a construção de cidadãos participativos e conscientes, isto é, indivíduos responsáveis e solidários com a comunidade e autônomos intelectualmente, sejam alcançados de forma significativa.

Palavras-chave: Ética. Educação. Cidadania. Autonomia

Link para artigo completo: http://www.reveduc.ufscar.br/index.php/reveduc/article/view/12


Para aprofundar a leitura
SAVIANI, Dermeval. ÉTICA, EDUCAÇÃO E CIDADANIA. disponível em: https://goo.gl/wEP3fc acessado em: 30/07/2017


Questões norteadoras para registro de comentário.

1. Como a educação pode contribuir para a construção de cidadãos participativos e conscientes dos seus deveres e direitos sociais?

2. Qual necessidade da ética na educação, para a formação integral de um cidadão?

3. A concepção ética de responsabilidade solidária, oportuniza um espaço público democrático?

4. Como percebem o desenvolvimento de capacidades individuais relacionadas às oportunidades em nossa desigual sociedade?


"Chamamos de ética o conjunto de coisas que as pessoas fazem quando todos estão olhando. O conjunto de coisas que as pessoas fazem quando ninguém está olhando chamamos de caráter".
Oscar Wilde

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Indicadores de qualidade de Sites Educativos

Para Ana Amélia Amorim Carvalho (cf. pp. 18-25) existem nove dimensões que devem estar patentes na análise do «website educativo» e que são indicadores da sua qualidade:

1 – Identidade – em que se integra a) o nome do site, b) o propósito ou finalidade do site, c) a autoridade, e d) a data de criação e a última actualização. Segundo a autora, “estes dados devem constar, preferencialmente, na página inicial do site”.

2 – Usabilidade – em que se deve ter presente a) a estrutura do site, b) a navegação e orientação no site, c) a interface. O «website educativo» deve cumprir a facilidade em usar e aprender a usar, para assim se tornar intuitivo para o aluno.

3 – Rapidez de acesso – em que se deve atender também ao facto das hiperligações estarem todas activas, para se facilitar o rápido acesso a alguma informação.

4 – Nível de interactividade – um bom «website educativo» deve motivar, desafiar, envolver os alunos para que se sintam motivados a explorar o site e a aprender com eficácia. Por isso é fundamental a interactividade (com por exemplo: preenchimento de formulários, feedback, ou mesmo colaborar online).

5 – Informação – em que se abarca a) a temática e adequação às orientações curriculares, b) a abordagem feita ao assunto, c) a correcção do texto (escrito ou oral), d) as referências bibliográficas, e) a data e actualidade, f) o autor.

6 – Actividades – no «website educativo» é essencial a presença de actividades para envolverem os alunos na aprendizagem. Face a uma possível desorientação na web, temos as «actividades» que indicam um caminho e que fomentam “aprendizagem individual e colaborativa, incentivando o desenvolvimento de competências e motivando para a procura de informação”. As actividades podem ser: pesquisas orientadas, jogos, ou exercícios com correcção automática.

7 – Edição colaborativa online – em que os alunos (e professores) colaboram na realização de um mesmo trabalho ou projecto.

8 – Espaço de partilha – em que se disponibiliza os trabalhos realizados por alunos e professores. Pode ser muito estimulante para os alunos, uma vez que se esmeram na realização de um bom trabalho para partilharem com a comunidade.

9 – Comunicação – em que o «website educativo» seja um espaço em que os alunos, professores e encarregados de educação possam intervir. Pode ser importante para tirar dúvidas ou abrir um espaço de discussão de um tema. Pode-se utilizar o correio electrónico, fórum, chat, etc.


Referência bibliográfica:
Carvalho, A. A. (2005). Indicadores de Qualidade de Sites Educativos. Cadernos SACAUSEF – Sistema de Avaliação, Certificação e Apoio à Utilização de Software para a Educação e a Formação: Avaliação de locais virtuais de conteúdos educativos, Número 2, Ministério da Educação, 55-78. http://hdl.handle.net/1822/5922


Outro link: 

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Educação a Distância: paradoxos, paradigmas e teorias educativas.

Fonte da imagem: https://goo.gl/0nI2IB

O advento da tecnologia trouxe à tona a era da informação. Através dos modernos aparelhos de comunicação e a conexão à rede mundial de computadores, todo e qualquer usuário tem a possibilidade de acessar informações dos mais diversos assuntos. Tal aspecto caracteriza o perfil democrático dessa "era da informação", contudo, no âmbito escolar, por conta de fatores como a capacitação docente e políticas de incentivo ao uso da tecnologia em sala, se revela um paradoxo que remete a uma repetição do tradicionalismo travestido de moderno, onde as práticas educativas se apropriam de recursos tecnológicos sem a preocupação de oferecer aos alunos aspectos como autonomia e coletivismos. A configuração de um novo espaço que evidencie a cibercultura em conflito com a escolarização formal reforça a quebra dos paradigmas vigentes, contribuindo para a construção de ações educativas emancipadores, que promovam a transforação social, numa perspectiva libertadora e participativa.

De acordo com os debates promovidos em sala de aula e seus estudos acerca da tecnologia na educação, discorra sobre "Educação a Distância: paradoxos, paradigmas e teorias educativas".

Sugestão de leitura:
SABBATINI. Fronteiras teórico-pedagógicas da educação a distância (EaD): entre paradoxos, paradigmas e novas teorias educativas. disponível em: https://goo.gl/zDE4Gn Acessado em: 14 de junho de 2017

terça-feira, 13 de junho de 2017

O papel da Coordenação Pedagógica

A função de Coordenação Pedagógica surgiu no Brasil na década de 20 com o objetivo de equilibrar, hierarquizar propostas e competências pedagógicas. Segundo as orientações da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394/96), espera-se que o coordenador possua certa autonomia para organizar o trabalho pedagógico, procurando garantir no interior da escola uma gestão participativa e democrática. Entretanto, o que prevalece em algumas instituições de ensino são as dificuldades de se implantar uma gestão colaborativa, participativa e democrática. A Coordenação Pedagógica tem fundamental relevância no que se refere à formação dos professores, através de ações continuadas, bem como, orientações advindas da observação da prática pedagógica.

O coordenador pedagógico deve mobilizar os diferentes saberes dos profissionais que atuam na escola para levar os alunos ao aprendizado. Freire (1982) defende essa ideia ao descrever que o coordenador pedagógico é, primeiramente, um educador e como tal deve estar atento ao caráter pedagógico das relações de aprendizagem no interior da escola. Ele leva os professores a ressignificarem suas práticas, resgatando a autonomia docente sem, se desconsiderar a importância do trabalho coletivo.

fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgbe2DJ7tdVEi_cy_0OB6sBk8IM4bb1xdGh45MfHvDgWiGzt07DnGwKl8p7our7lHui7wH15Y5aG_n-_ruvgEFmisPaCyHitirnNp6tiLlg0s_6s3dcYvfa0DK4NcXEzhPa7nkupCoYb4Gu/s1600/Sem+t%C3%ADtulo.jpg
Discorra sobre a o papel da Coordenação Pedagógica, argumentando perspectivas e realidades de acordo com seus estudos e suas observações das práticas reais no cotidiano de instituições de ensino.


Recomendação de leitura:
OLIVEIRA, GUIMARÃES. O papel do coordenador pedagógico no cotidiano escolar. disponível em: http://www.faculdadefar.edu.br/arquivos/revista-publicacao/files-19-0.pdf acessado em: 12 de junho de 2017





quarta-feira, 12 de abril de 2017

Professor Também Precisa ser Plugado

Por Luciana Allan
Fonte: http://exame.abril.com.br/blog/crescer-em-rede/professor-tambem-precisa-ser-plugado/

fonte: http://tecnologia.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/debate-tecnologia-e-educacao-3/Tecnologia-e-Educa%C3%A7%C3%A3o-5.jpg
Alunos dos curso de Pedagogia da FISE
 

O latim professore quer dizer pessoa que professa, que declara, que manifesta algum saber. Já aluno tem procedência no verbo latino alere, referente a alimentar, nutrir, sustentar; ele é um ‘afilhado’ do professor.

Com a incessante adoção nas escolas de arsenais tecnológicos que vêm rapidamente transmutando modelos pedagógicos seculares, vestir a beca de professor se tornou tão desafiador para os que resistem às inevitáveis mudanças quanto empolgante para os defensores da urgência de levar a educação ao encontro das demandas do Século XXI.

O próprio significado da palavra professor já não faz completo sentido, cabendo melhor, acredito, a designação educador, com origem no latim educator – quem alimenta, orienta, prepara, e que também carrega na sua formação o verbo ducare, cujo significado é ‘conduzir para fora’.

Na medida em que surgem novas arquiteturas na construção de salas de aula, demolindo paredes e abrindo janelas para um mundo conectado, mestres e pupilos passam a estabelecer uma nova relação baseada não na transmissão unilateral do saber, mas no compartilhamento de informações e na construção coletiva do conhecimento.

Neste novo cenário, a formação dos docentes clama por um novo olhar em que não adianta apenas ser didático e saber ensinar o currículo específico. Apoiar o desenvolvimento dos estudantes da geração de nativos digitais implica, entre muitos desafios, em conhecer e orientar a como utilizar uma infinidade de recursos digitais que farão parte do futuro cotidiano profissional.

Em geral, a maior reivindicação de pais e dos próprios alunos é para que se façam mais investimentos na modernização das instalações, disponibilizando Internet em alta velocidade, computadores, tablets, softwares e tudo que acreditam ser essencial para uma escola estar devidamente equipada para formar as novas e futuras gerações.

É claro que este é o primeiro passo para começar a transformação. Porém, provavelmente irá se decepcionar quem acreditar que simplesmente instalar nas dependências escolares o que há de mais atual em tecnologia será suficiente para promover uma revolução no ensino.

Mesmo em países onde as tecnologias digitais já estão incorporadas no cotidiano escolar, fica claro que também é fundamental preparar os professores para atuar nesta nova realidade. Nos Estados Unidos, o último National Education Technology Plan revelou que os programas de desenvolvimento de professores ainda estão falhando em treiná-los para usar as ferramentas tecnológicas de forma efetiva.

Apesar de enfatizar a importância de reduzir as ‘diferenças digitais’ entre alunos que têm acesso as novas tecnologias daqueles que não têm, disponibilizando acesso a Internet e equipamentos, o relatório reforça que a prioridade é preparar os docentes para que saibam utilizar os novos recursos como ferramentas pedagógicas eficazes para melhorar o aprendizado.

Mesmo estando ainda muitos passos atrás de países mais desenvolvidos, principalmente pela falta de infraestrutura, nossos professores são favoráveis ao uso das tecnologias digitais na educação. Uma pesquisa recentemente divulgada pela Fundação Lemann indicou que 92% dos docentes brasileiros veem com bons olhos o emprego de materiais didáticos digitais de qualidade e consideram positivo receber formação profissional para aplicá-los em estratégias de ensino e aprendizagem.

A pesquisa TIC Educação 2014, realizada pelo CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil), também mostrou que somente 37% dos professores de escolas públicas do País, formados no Ensino Superior, tiveram disciplinas ou receberam alguma capacitação de como fazer uso pedagógico das tecnologias, sendo que 67% deles aprenderam a utilizar por conta própria e 57% se matriculando em algum curso.

Um dado positivo da mesma pesquisa é que 96% dos professores já usam tecnologia e recursos obtidos na Internet para preparar suas aulas e atividades, porém apenas 28% deles compartilham estes conteúdos.

O maior desafio não é simplesmente incluir as tecnologias digitais na educação, mas manter-se atualizado com o surgimento todos os dias de novas ferramentas, aplicativos, hardwares e softwares que irão colocar – e já estão colocando – uma pá de cal definitiva no modelo giz, lousa, livros, carteiras enfileiradas e, principalmente, em professores despejando roboticamente conteúdos pré-moldados que os alunos jamais irão empregar e nem mesmo se lembrar na vida profissional.

Não há como negar que nossas escolas precisam muito mais que computadores e banda larga, assim como não há como ignorar o impacto que que elas continuarão trazendo ao processo educacional. Deixar de investir na formação de docentes para que estejam aptos a lecionar utilizando novos recursos pedagógicos certamente não é a decisão mais inteligente. Professor também precisa ser plugado ou será reprovado na Educação 3.0!

quarta-feira, 2 de março de 2016

As TICs na educação – Uma discussão entre alunos do curso de Pedagogia das FISE

fonte da imagem: http://image.slidesharecdn.com/primeiraparte-110809195714-phpapp01/95/tics-na-educao-1-728.jpg?cb=1337650101

As novas formas de conduta social, advindas da evolução dos meios tecnológicos de informação e comunicação (TICs) trazem à tona novos paradigmas para o processo de ensino-aprendizagem. Como essas mudanças podem favorecer o desenvolvimento de competências e habilidades necessárias para o indivíduo da sociedade moderna? É possível valorizar a autonomia do educando sem deixar de contemplar ambientes colaborativos de aprendizagem?


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Asas do conhecimento voando longe

"Eu sou importante para Deus da mesma maneira que são as borboletas"
frase do aluno no trabalho de arte

A Oficina "Asas do Conhecimento" foi além das minhas expectativas. As asas do conhecimento alçaram vôos que foram além das dependências das Fises. Minhas alunas Kátia Cilene, Luzemilca e Diana gostaram tanto do resultado que resolveram aplicar com seus alunos.

Logo que a exposição foi constituída pude observar os olhares contemplativos das pessoas que passavam e paravam para ler as mensagens que foram escritas. Para minha surpresa, uma semana depois do material exposto, ele ainda estava lá, intacto, e olhe que durante o dia no prédio funciona uma escola para crianças.

Mas certamente a melhor surpresa dessa oficina está sendo o rompimento das barreiras da instituição. Kátia Cilene aplicou lindamente os procedimentos de composição dos móbiles com seus alunos e me emocionou ao afirmar que um dos alunos, portador de necessidades especiais, participou efetivamente de todos os procedimentos e no final foi aplaudido de pé pelos colegas. Nossa, só de imaginar a satisfação desse menino sendo aplaudido fico emocionado. "Eu sou importante para Deus da mesma maneira que são as borboletas" afirmou o aluno especial na mensagem que eles escreveram no móbile.

Sempre tive e tenho muitas dúvidas em minha vida, a única certeza além da morte é o meu amor pelas artes, sejam elas visuais, sonoras, sensoriais... e ver essa arte tão presente em mim e construída a muitas mãos, motivando e valorizando a autoestima de outras pessoas de alguma forma, também me faz sentir bem...

Ainda não tenho os registros de Luzemilca e Diana, mas as fotos feitas por Kátia Cilene são de encher o coração de orgulho e amor.














A danada não aquietou quando chegou em casa e preparou outro móbile com o sobrinho.




domingo, 31 de maio de 2015

Atividade na Brinquedoteca com a turma do 3º Período de Pedagogia nas Fise

Baseados numa situação-problema, os alunos do 3º período terão de apresentar uma proposta de trabalho em sala de aula que contemple a cultura local e promova o orgulho da identidade cultural ao público-alvo. Acompanhados do Prof. Wecsley Oliveira, visitaram a brinquedoteca das Fise e analisaram as possibilidade de desenvolvimento desse trabalho. Confiram os cliques desse momento.

clique aqui para conferir o álbum completo.









sábado, 23 de maio de 2015

Colcha de Retalhos - Oficina na III Semana pedagógica das Fise

  

Entre desenhos e rendados, histórias e significados, surgiu uma bela colcha de retalhos. Comemorando o dia do Pedagogo nas Fise, no dia 20 de maio, conheci um pouco mais dos alunos do primeiro período do curso de Pedagogia. Um momento iluminado de partilha de saberes onde ‘Bianco’ se fez presente mais uma vez.

Cada ser tem a sua história, e cada história seus desafios com derrotas e conquistas. Conseguir transformar o caminho percorrido numa trajetória de aprendizado e momentos felizes é o que torna as histórias distintas. “Bianco” consegue instigar o pensamento reflexivo, nos mostra o ‘fardo’ da vida como um aprendizado que nos levará a infinitas possibilidades.

A oficina “Colcha de Retalhos”, foi estruturada na metodologia triangular do ensino de arte-educação. A contextualização aconteceu através de uma conversa informal, sobre o ensino de arte, e os caminhos que nossas escolhas nos levam. Em seguida, a contação da história de “Bianco” prendeu a atenção e arrancou aplausos dos participantes da oficina.

A etapa do “fazer” aconteceu com o registro livre em papel sulfite de algo que tivesse um significado para os participantes. Um outro papel foi preparado com a técnica de rendado. Essa etapa foi concluída com a ação do grupo na colagem dos módulos produzidos por cada participante, e a composição de um livro ilustrado com os registros pintados por cada um.

A “apreciação” aconteceu com a contemplação do trabalho concluído, e com a ressignificação de conceitos através da transposição de linguagem. Os participantes puderam expressar seus sentimentos, bem como ponderar a ação individual e do grupo na elaboração da oficina. Também perceberam as possibilidades de aplicação do método da oficina, adequando os conteúdos das etapas da metodologia triangular para os mais diversos temas.

Finalizamos esse momento iluminado com vários registros fotográficos, sorrisos e a certeza de que a educação, por mais desgastada que esteja em nosso país, é um caminho lindo e repleto de possibilidades, onde a arte e a criatividade contribuem muito com ações colaborativas que valoram a expressividade e o senso crítico.

Finalizo esse ‘post’ com o coração recheado de agradecimentos as minhas mestras, amigas e guruas Néclea Dantas, Jussara Maria, Solange Guedes e Alessandra Monteiro.

Confiram as todas as fotos aqui.





 


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